VÍDEO: MURILO CAMPANHA CONTA ITATINGA

O psicanalista Murilo Campanha fala sobre Itatinga, um dos maiores bairros de prostituição da América Latina, onde ele tem seu consultório.

O nadador

Uma crônica de Hugo Ciavatta.

Ainda que as bolachas falassem

Crônica de Fábio Accardo sobre infância e imaginação

Ousemos tocar estrelas

Uma reflexão de Thiago Aoki.

Entre o amarelo e o vermelho

Uma crônica de Hugo Ciavatta

O homem cordial vinhedense

A classe média vai ao barbeiro. Uma crônica de Caio Moretto.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

É a Virtualidade Virtuosa?

. . Por Thiago Aoki, com 2 comentários

Pode parecer imbecil, mas foi a melhor metáfora que encontrei. Imagine que há um século atrás não existiam, chutando baixo, 99% dos enlatados e fast-foods que nos entopem. Por outro lado, não havia vegetarianos que pregavam peace-animals-and-love, ou nutricionistas especializados em ensinar as pessoas a se alimentarem melhor. Entretanto, nunca deixou de existir a comida. Houve, isso sim, uma re-significação em sua forma, conteúdo, qualidade, quantidade e consumo.

Com a arte - pasmem e xinguem-me pela metáfora xula - é a mesma coisa! Já explico (ou tento!). Antes, coisa de milhares de anos atrás, era só desenhinho de caverna, depois brincadeiras com o barro, barulhos com pedras, armações com corpos de animais e, não mais que de repente... zapt! Sabe-se lá quando e sem que a humanidade percebesse, estava dado provavelmente o mais complexo modo de interação entre a subjetividade individual e a objetividade social: a arte!

Aí vocês já sabem. Gêneros literários, ritmos musicais, escolas de cinema, companhias de teatro, enfim, toda essa camada infinita de sub-itens que a categoria "Arte" pode abranger. Pois bem, era tão legal de fazer que logo os avanços das técnicas permitiu que novas forma de expressão surgissem. O que, basicamente, era música, escultura e pintura ganhou companhia. Logo tínhamos dança, teatro, fotografia, cinema, histórias em quadrinhos. Entramos na era, dita, tecnológica e os campos artísticos se arreganharam. Tudo é arte, nada é arte, que diabos é arte num mundo maluco como esse? Já não se consegue definir com precisão.

Isso porque, mais uma vez, a tecnologia evoluiu. Temos hoje uma gama enorme de novas expressões artísticas, que sequer podem ser catalogadas em algum dos rótulos que criamos. Sim, estou falando de uma arte virtual, ainda não tão definida, mas que dia após dia consolida sua formação! Exemplos? Vamos lá.


Que tal o famoso Guernica, de Picasso, em 3D ? Ou a antropofagia tecnolóigica dos Clip-Poemas de Augusto de Campos ? E os milhares video-blogs postados por usuários do youtube, seriam crônicas faladas? E as imagens de tirar o fôlego, com muita maestria feitas pelos designers, através dos recusros de manipulação digital? E as arquiteturas dos websites, isso é arte, como a arquitetura dos prédios? E a moda dos robôs, terão estilistas?

Coisas novas estão acontecendo, e muito rápido, o que me deixa zonzo. Não tenho a teoria pronta, mas deixo as fezes no ventilador para que pensemos nas novas formas de arte e novíssimas formas de apreciação, que deixam o tropicalismo a ver navios (ou seriam foguetes?). Questionamentos básicos para qualquer um que se ponha a falar sobre cultura.

(Acima, tirinha dos Malvados - altamente recomendados)

O avanço técnico está posto, se seremos fast food enlatado, carne nobre ou vegetal de alta nutrição, ainda está em disputa.


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