Não é de hoje que se criticam as metrópoles. Baudelaire já o fazia com muita propriedade em Paris muito tempo atrás. Foi ele, inclusive, que cunhou o termo "flâneur", que em francês significa algo como "passeador", aquele que vaguei pela cidade a contemplá-la, sem rumo. E transformando a historia num disco riscado que insiste em reptir seus trechos é sempre ela, a cidade, o objeto de reflexões e disputas.Não há sorrisos em São Paulo. Por trens e ônibus, os olhares fatigados, impotentes, quando não...