quarta-feira, 23 de maio de 2012

ZOOM IN - ZOOM OUT

. . Por Fábio Accardo, com 0 comentários

REC. Como todo jantar que se preze, a refeição estava atrasada. Muitos eram os motivos. Melhores eram os vinhos. Acompanhavam diversas palavras. Não muito mais que pequenas frases. Diálogos que se findavam mui rapidamente. Costume desses tipos de encontros, onde velhos casais de amigos se visitam para uma comida e creem que a amizade e o papo levam a mesma dinamicidade de 30 anos atrás. Ainda que insistam, quando não se tem muito mais o que assuntar, comentam o passado, num rasgo de saudosismo...

domingo, 20 de maio de 2012

Quem/o que você quer ser quando crescer?

. . Por Caio Moretto, com 1 commentário

Para onde vai o operário? Teria vergonha de chamá-lo irmão.Ele sabe que não é, nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca.E me despreza... Ou talvez seja eu próprio que me despreze a seus olhos.” (O operário no mar, Carlos Drummond de Andrade) Que espelho cruel é um homem sem a sorte que eu tive. Penso nas pessoas que não têm nada e me desprezo a seus olhos. Quase não tenho coragem de pensá-las no singular. Dói menos pensar na miséria do que em um único miserável. Minha melancolia...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os Saltimbancos*

. . Por Thiago Aoki, com 2 comentários

Estava em um bar, sozinho, e sozinho o balcão é sempre mais confortável do que a mesa. Isso porque na mesa, as cadeiras vazias, a cada minuto que não são preenchidas, aumentam nosso desconforto com a solidão. Já no balcão, o inverso acontece, pois a qualquer momento alguém pode sentar do nosso lado, mesmo que não troque uma palavra. E se mesmo assim ninguém aparecer, temos o garçom que sempre é um ombro em potencial para uma cabeça que há tempos não é afagada. Optar entre mesa e balcão, em menor...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A marca de batom

. . Por Unknown, com 0 comentários

Eram quase sete, porque o ônibus estava marcado para sair às sete e dez daquela manhã de segunda-feira após um feriado qualquer, então o motorista deve ter chegado pouco mais de dez minutos antes para pegar todos, inclusive aquela marca de batom estorvo que aparecia no meio de todos, empilhar as malas e ainda coser uns instantes antes de partir. Talvez tivesse passado um dia santo, uma comemoração importante da nação, mas seguramente não passara o Carnaval, o que tornava tudo muito estranho, mais...

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