terça-feira, 31 de maio de 2011

Questões para os Novos Movimentos

. . Por Thiago Aoki, com 18 comentários

Nos últimos meses, diversas manifestações e agitações políticas – locais, nacionais, globais – apareceram subitamente, como espinhas nos rostos juvenis. Só para citarmos algumas: greve dos servidores municipais/crise de corrupção na prefeitura em Campinas, churrascão da gente diferenciada, marcha pela liberdade, ocupação das praças espanholas, aumento do patrimônio do Palocci, escândalo sexual de um diretor do FMI, conquistas LGBT etc... Levanto aqui alguns pontos a serem (re)pensados.- Os principais movimentos não têm a assinatura única de um...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Olhos insuficientes

. . Por Caio Moretto, com 1 commentário

O FBI, o filé mignon da polícia americana, aquele grupo de policiais, especialistas e atores de Holywood, que tem acesso a praticamente qualquer informação ou método controverso graças ao Patriot Act, está pedindo ajuda. A instituição divulgou recentemente na internet duas cartas encontradas no bolso de vítimas assassinadas que contém códigos não decifrados. Não sei se o código será solucionado. A carta testamento do pirata La Buse continua indecifrada até hoje, apesar de seu código parecer simples. Há ainda a possibilidade cética de não haver...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O outro, esse desconhecido - Shakespeare

. . Por Caio Moretto, com 5 comentários

Nove ossos e uma grande suposição feita de gesso. É assim que Mark Twain descreve Shakespeare ao compara-lo ao brontossauro que ajudou a construir no Museu de História Natural. Ele escreve: “não tivesse acabado o gesso, poderíamos colocar o Shakespeare de Stratford e o dinossauro lado a lado e ninguém, senão um especialista, poderia dizer qual é a maior mentira”. Não importa o quanto a gente conheça uma pessoa, é impossível apreende-la em sua totalidade. Há uma parte do outro que permanece sempre desconhecida. Há inclusive um pedaço do outro...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Coluna do Leitor - Crítica: "No Chão Sem o Chão", de Rômulo Fróes

. . Por Mistura Indigesta, com 8 comentários

De um mundo aberto a uma concretude falhada No Chão Sem o Chão.Ou uma topografia.A IDEIA O álbum No chão sem o chão (2009), - é, eu sei, estou super atrasado para o tempo ultra-acelerado cotidiano -, apresenta uma passagem entre oposições: do alto ao baixo, do possível lógico ao concreto falhado, do impopular para a tentativa de se ser popular, da arte já feita/consumada para a possibilidade ou fundamentação dessa própria arte-poética. Essas passagens – que eu resumiria como passagem ao mundano – não são cristalinas, e é exatamente...

domingo, 22 de maio de 2011

"Mundo, mundo, vasto mundo..."

. . Por Unknown, com 6 comentários

"Odeio as viagens e os exploradores. E eis que me preparo pra contar minhas expedições (...) esse gênero de relato encontra aceitação que para mim continua inexplicável. A Amazônia, o Tibete e a África invadem as lojas na forma de livros de viagem, narrações de expedição e álbuns de fotografias em que a preocupação com o impacto é demasiado dominante para que o leitor possa apreciar o valor do testemunho que trazem. Longe de despertar seu espírito crítico, ele pede cada vez mais desse alimento,...

domingo, 15 de maio de 2011

Os Idiotas de Nelson Rodrigues

. . Por Thiago Aoki, com 3 comentários

Por muito tempo, sob uma ótica simplista e infantil, cometi – assim como muitos sociólogos – o pecado de impedir que meu pensamento relacionasse a obra de Nelson Rodrigues com qualquer teoria social, isolando-o “apenas” como um gênio do teatro e da literatura. Afinal, como poderia alguém que fazia questão de se dizer conservador e apoiar a ditadura militar ser uma referência social?Logo esse preconceito com a diferença de opinião foi se desfazendo em minha cabeça junto com outros paradigmas que caíam em minha vida. Lendo sua obra, e com artigos...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Cartas da Vó, Cartas de Henfil

. . Por Caio Moretto, com 4 comentários

O pessoal gostou da senhora, vó. Eu não vou te amolar, não. Só queria me sentir um pouco na pele do Henfil, aquele cara de pau que escrevia para a mãe dele e destrinchava tudo quanto era problema do Brasil. A Dona Maria respondia preocupada com o Henfil, mas deram sumiço foi no seu irmão, o Betinho. Também, vó. Que idéia, né? Escrever umas verdades no jornal. Isso é passado. Ninguém mais faz isso, vó. É como os LPs de dois lados. A Marisa Monte tentou adaptar e fazer um CD duplo. Lado A: Infinito Particular. Lado B: Universo ao Meu Redor. Só...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O outro, esse desconhecido – A avó

. . Por Caio Moretto, com 6 comentários

Quem a conheceu sabe bem do que eu falo. Minha avó era uma personagem de ficção que escapou para a realidade, uma figurinha única e inesquecível, de temperamento forte e comentários afiadíssimos.A Mari, minha noiva (sim, escrevi essa passagem só para dizer que estou noivo mais uma vez), passou pelo teste logo no primeiro dia. Íamos ao teatro na companhia de meus pais e aproveitamos a viagem a São Paulo para fazer uma visita aos avós. Dirigindo a palavra à minha mãe a vó perguntou: “mas pode ir de jeans?”. “Vó, essa de jeans é a Mari, minha namorada”....

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