
Paralelamente ao glamour espetacularizante da bienal do livro, um grande lançamento de pequeno alcance: a Revista Miséria número 4. Devorei-a em coisa de 15 minutos, mas até agora não consegui digerí-la. Isso porque pensar na miséria dói, seja por culpa reprimida ou por saber-se miserável, ainda que não em um aspecto não monetário. A crueldade dos quadrinhos miseráveis nada misericordiosos enclausura-nos num canto do cômodo, põe a faca em nosso pescoço e pergunta até quando ser conivente. Com desenhos que trafegam dos traços sutis ao "cru-que-incomoda",...